sábado, 28 de julho de 2007

Reação caótica ante ao equilíbrio

Arte David Ho


Um dia acordei (lá pelo meio-dia) e ainda estava com a roupa do dia anterior, coloquei a mão no bolso e tinha um guardanapo de papel com esse texto e com a minha letra, provavelmente fui eu quem escreveu:





Engodo prolífero a desencadear
Uma fúria frutífera
De frutas feras
De longas eras
A alimentar a pança alheia
dissipando na fumaça
Ou na veia
Um grito estridente na rua (arruaça)
Talves por serem meus os teus erros
Talvez por serem teus os meus olhos
E dissemino toda minha franqueza
Livrando-me da avareza
Tentando tripudiar sobre seus atos
Cuspir em suas fotos
Camuflar todos os fatos
Talvez por serem pobres meus relatos
Meus julgamentos insensatos
Por tentar me divertir `a revelia
Sem pensar na rebeldia
Que entoa a melodia
Saindo `a noite, chegando de dia
Comendo o que eu não comia
Bebendo o que eu não bebia
Me esquecendo do que vivia
Uma vida sem memória
Uma batalha sem glória
Uma estupidez notória
Pra me livrar de um gesto amigo
Só pra olhar pro meu umbigo
E dizer o que eu não digo
Normalmente ao teu ouvido

Ernesto Albuquerque

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Kindreds on my path..long time ago




Aos 13

(Ernesto Albuquerque)


Aos filhos de Caim
Espalhados pelo mundo
De Deus
Seus filhos e os meus
Pecado imundo
Viver pelo sangue
Vermelho impuro
Filhos de Caim
Um dia eu juro
Enoch já não cabe em si
Never was the other way
There’s no way
Kindreds on my path
I allways could smell
Death
O gosto metálico de Lilith
O primeiro pedaço
O calor da tua veia
O Penhasco
Verdadeiro dilúvio ainda virá
Filhos de Caim como será?